Observatorio para la CiberSociedad Citilab Cornellà

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formação de professores

Ontem estive no American Museum of Natural History
<http://www.amnh.org/education/>em NY, assistindo a um aula de mestrado
para futuros professores de primaria que escolheram a opção Som e
Movimento . Aqui, para se poder obter qualificação profissional os
professores têm que ter o mestrado em educação. Era uma turma de cerca de
30 mestrandos do Bank Steet College . A Professora
conseguiu com alguma dificuldade que os mestrandos entendessem como
associar ciências , arte e culturas através dos recursos do museu,
associou conteúdos como funcionamento do cérebro, enquadramentos
ambientais , cultura, religião instrumentos musicais, e danças rituais .
Foi uma aula de quatro horas, dificílimo . Os mestrandos eram tímidos ,
nem sequer queriam tocar nos instrumentos colocados na sua frente, que
eram objectos originais de sociedades da África Central. Conversando com
Roberta hoje de manhã ela contou-me como achava cada vez mais difícil
preparar o professores, eles preferem respostas prontas, tarefas
objectivas de verdadeiro falso, não estão habituados a ter opiniões
pessoais , eles querem que lhes digam o que fazer e não descobrir eles
próprios o que fazer. Segundo Roberta este é o resultado de um
escolaridade baseada em testes , onde a humanidades têm um peso muito
reduzido . Depois ela perguntou-me: e na Europa , como é que è , os
futuros professores estão melhor preparados ?

Eu sinceramente , acho que não. Tem de tudo, tem jovens cheios de
motivação , de imaginação e de vontade e tem outros, a maioria, que
apenas querem fazer o que lhes mandam , será que os docentes que formam
os futuros professores estão desenvolvendo neles todos a paixão, a
motivação, a abertura de pensamento essenciais para a profissão?

Podem ver aqui os recursos educativos do American Museum of Natural
History <http://www.amnh.org/education/>, é o primeiro museu que visito
com um centro de investigação ( pluridisciplinar onde as ciências e as
artes trabalham juntas)

Livro terminado

seminario sobre Cultura Visual

Dois meninos Brasileiros cheios de garra estão organizando em Bragança, no dia 21 de Abril ( Escola Superior de Educação) , pelas 14.30h

Qual o papel da educação das artes para o desenvolvimento e um futuro sustentável ?

Que tipo de educação das artes, pelas artes ou com as artes  pode criar situações de ensino e aprendizagem  nas quais se pode reflectir sobre  realidades sócio culturais  das comunidades locais e das comunidades globais  , onde se possam fazer observações profundas e criar uma consciência  social  responsável em relação ao ambiente e à sociedade, em relação ao local e ao global?  Será que a educação das artes cria essas situações? Como as cria?  Como desenvolve esse tipo de reflexões? Como promove uma consciência crítica social? Como fomentar interacções responsáveis, reflexão, diálogo, pensamento crítico e como pode ser um motor de transformação social?

Respostas para estas perguntas estão neste momento a ser enunciadas  através da pratica do ensino das artes  em vários locais do mundo por educadoras e educadores criativos que não têm  medo de transgredir rotinas através  de projectos de trabalho colaborativo envolvendo  muitas áreas do saber, integrando  artistas e  professores  com capacidades de investigação , usando  pedagogias reflectivas e críticas com  novos e antigos meios de produção artística

Por exemplo Alfredo Palácios e Javier Abad Molina em Espanha desenvolvem  um trabalho fantástico.  Onde as fronteiras entre professor , investigador e artista se diluem nos diálogos críticos que suscitam na comunidade onde desenvolvem os seus projectos a partir de palavras e de imagens  (Alfredo Palácios Garrido  e Javier  Abad Molina , 2008).

Por exemplo  o jovem arte educador de Portugal,  Paulo D’Alva  que ajudou uma comunidade cigana da Rua da baralha ( Santa Maria da Feira, Norte de Portugal)  a recuperar a sua dignidade e identidade social com um atelier de cinema de animação ( Carro Branco Carro Preto)

As oito competências essenciais para a aprendizagem

As oito competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida, definidas na recomendação da EU de 2006 [1] dizem respeito a aptidões que se revestem de particular importância para a criatividade e capacidade de inovação. Em especial, são necessárias aptidões e competências que permitam ao indivíduo encarar a mudança como uma oportunidade, manter-se receptivo a novas ideias e respeitar e apreciar os valores dos outros.  Perante a evidência de que a diversidade e os ambientes multiculturais podem estimular a criatividade, as políticas de educação inclusivas, destinadas a fomentar a tolerância e a compreensão mútua, encerram o potencial de transformar o crescente multiculturalismo das sociedades europeias numa vantagem para a criatividade, a inovação e o crescimento.

A Expressão cultural é listada como uma das oito competências necessárias para a aprendizagem ao longo da vida,  referida também  por  mecanismos de certificação e validação como  “Education & Training 2010”  e “European Qualifications Framework (EQF) for Lifelong Learning”.  Sem artes nem educação das artes a expressão cultural dos povos seria extremamente reduzida.  O contributo de todas as artes para a cultura das comunidades é fundamental assim como é fundamental  que se promova educação das artes com qualidade atribuindo-lhe espaço e tempo curricular adequado , e estudando o seu impacto na sociedade.




[1] Recomendação 2006/962/CE do Parlamento Europeu e do Conselho,

de 18 de Dezembro de 2006, sobre as competências essenciais para a

aprendizagem ao longo da vida (JO L 394 de 30.12.2006, p. 10).

 

Aprendizagem individualizada

Está na hora de deixar de lado  escola de massas , regularizadora e normativa e apostar num sistema de educação que visa igualdade e  excelência[1]. Os ingleses já estão a trabalhar nesse sentido. Esses sistemas apoiam-se em métodos de aprendizagem individualizada, em  princípios de aprendizagem que começam pelo conhecimento existente do aluno, que envolvem o aluno no processo de aprendizagem, que desenvolvem capacidades metacognitivas nos alunos através do  entendimento de propósitos, critérios, qualidades a atingir e valorizam  a  auto avaliação.

Um sistema educativo que vise  qualidade sem deixar  nenhuma criança de lado passa por aprendizagens sociais , onde aprender através da discussão é essencial , onde se fomenta a motivação e a auto estima e onde se proporciona um Feedback constante (não sob forma de notas ou de recompensa/castigo) mas sim como comentários construtivos para que o aluno acredite que pode melhorar o seu desempenho.  Esse sistema está ainda por construir na maior parte dos países. Para o implementar precisamos de  métodos educativos onde os programas sejam  projectos de trabalho  e não prescrições , precisamos de escolas que desenvolvam criatividade e diversidade,  precisamos de professores qualificados e  motivados.  Precisamos também que as escolas transmitam conhecimento, desenvolvam todas as inteligências e  valorizem as capacidades que de facto são importantes para  vida.




[1] WORKING GROUP ON 14-19 REFORM. England: (www.dfes.gov.uk/14–19).

Arte e artes

Voltando a tudo isto que  é tão fundamental,  que artes  convoco quando falo de Educação artística? Lembro-me de uma conversa com Bernard Darras onde ele me dizia que ele achava que se deveria  tirar de vez o termo arte da educação artística, e eu também já o diss várias vezes , sugerindo o termo educação par a cultura visual . Mas hoje acho que se  deixar as artes só para aqueles idiotas que pensam que a arte  é aquilo que se passa nos circuitos  validados pelas modas do poder , se eu  aceitar sair do campo , estou indo contra as minhas ideias, a  minha experiência de artista menor e de milhares de artistas menores que fazem objectos artísticos que são validados por outros circuitos que não os da moda e do poder  . Estou deixando livre um espaço enorme para um reduzido número de artistas com um ego maior do que o mundo e com uma obra de reduzida significância ,  significante para  um certo circuito mas completamente irrelevante para o resto do  mundo. Estou  aceitando o elitismo e a estupidez.

Desenhar Pousão

Terminou ontem o projecto Piloto Artes Educação e Comunidade I: ‘ DESENHAR POUSÃO’ ( Porto, Portugal) , foram quase cinco meses de trabalho árduo e de incerteza. O projecto queria que o museu se transformasse em lugar de refúgio e de resgate, de conversa e de aprendizagem onde a cultura local e a cultura global se interpenetrassem. Onde as nossas histórias e as histórias dos outros acontecem. Um espaço que educadores e estudantes construíssem à sua medida.. Este foi o ponto de partida do Projecto ‘Desenhar Pousão’ realizado pela Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual (APECV) em parceria com o Museu Nacional Soares Dos Reis , integrando-se no seguimento das comemorações de Henrique Pousão pelo MSNR e no programa Artes Educação e Comunidade a desenvolver pela APECV,  um programa de promoção de parcerias entre organismos ligados à educação artística e instituições culturais. O Projecto reuniu 41 professores de artes visuais, 26 escolas e cerca de 600 alunos. Integrou seminários sobre educação artística, formação em rede de professores sobre Educação Artística baseada na Cultura Visual e, fomentou o conhecimento dos alunos sobre a obra do pintor Henrique Pousão no seu contexto histórico – social através de visitas orientadas ao museu e aplicação prática de metodologias de questionamento e mapas de ideias nas aulas de educação visual. Culminou com uma exposição de trabalhos seleccionados a partir do conjunto de obras que os alunos realizaram sobre Henrique Pousão. A Exposição foi organizada por um grupo de professores e
alunos participantes no Projecto. O museu foi um laboratório de investigação e de experimentação tanto a nível de formação de professores como a nível de aprendizagem de alunos, proporcionando uma viagem única, inesquecível para os participantes. A viagem passou por repensar a instituição como território de conhecimento e aprendizagem das comunidades à medida e ao serviço das comunidades. A escola e os professores tiveram um papel importante nesse processo, um processo dialógico onde cada um teve a sua voz na construção do conhecimento que emergiu.

A Inauguração teve muita gente , alunos, pais, amigos e professores . Conseguimos sensibilizar a comunidade, não só as escolas, para a cultura portuguesa , divulgámos a força da obra do pintor Henrique Pousão na medida em que as crianças e os jovens dialogaram com ela.
Tenho algumas dúvida sobre a eficácia do método, muitos trabalhos de alunos não mostraram análises suficientemente críticas e pessoais . Sobretudo nos alunos mais velhos ( 15-18 anos) que continuam ser treinados para serem produtores de arte pelos seus professores, a
ideia de promover o desenho como ferramenta de questionamento nem sempre foi entendida. Dizia eu que Educar a partir do ponto de vista da arte hoje passa por realizar projectos interdisciplinares, discuti-las e aplicá-las em sala de aula e fora dela , bem o resultados poderiam ter sido muito mais transdisciplinares, ficará para a próxima vez… Sinto que nas escolas ainda existem muitas rotinas que impedem uma aprendizagem humilde, honesta , livre de conceitos modernistas da arte . A arte segue sendo vista como uma determinada ‘Arte’ , a arte das galerias e dos locais oficiais da cultura ( locais da moda e do poder) que é aceite sem ser criticada .

O Próprio conceito de desenho foi polémico , entre os que defendem que não se pode ensinar e os que defendem a sua disciplina e rigor técnico.   No  seminário  sobre diário gráfico as confusões eram terríveis, apesar do grande volume teórico que existe sobre o desenho infantil ,  nem os oradores o referiram ,   existe demasiada arrogância  que vem do campo das formações artísticas   para se reconhecer  a  linguagem do desenho acessível a todos como desenho , preferem falar de ‘expressões’  e separar os artistas  que fazem arte das crianças e dos jovens que ‘nunca o poderão fazer’.   No final , apesar de ter  sido um projecto positivo, sinto um sabor a   amargo ,   tenho que  repensar tudo isto………

 

 

 

 

Portefolios dos professores

portefólio pode servir para a nossa reflexão sobre o que somos, donde vimos, o que fazemos, como as nossas praticas são condicionadas pelo que vivemos e sentimos , é um instrumento de formação ao longo da vida, mais para nós do que para os outros. Estou aqui a pensar  que em Portugal os professores de artes não estão habitados a isso, falta-nos a tradição da reflexão, da auto-monitorização do nosso trabalho,  estou aqui em Barcelona vendo como os professores do 1º ciclo , influenciados pelos valores da  Escola  Nova e do movimento da  renovação pedagógica o fazem sistematicamente, através dos projectos de trabalho que implicam uma grande reflexão/ avaliação  do professor  e através dos relatos que eles escrevem para os pais, para os colegas. Como eles se reúnem para falar do trabalho em curso usando a avaliação como formação continua . E vejo como o nosso sistema nunca promoveu tal coisa. É cada um para si, as conversas de grupo  acabam sempre em casos pessoais do aluno z, y, z. não se reflecte do conjunto, sobre as didácticas e metodologias. Porque a nossa cultura profissional promove o professor individualista, dono a sua aula, sem ter que  prestar contas a ninguém, Não precisa de se justificar , ele é o professor , autoridade suprema , o que cumpre o programa cegamente, sem questionar,  e daí o atestado da   sua legitimidade , um passivo funcionário , moço de recados do programa escrito por uma cambada de iluminados escolhidos pelo Ministério, uma cambada de idiotas que não fazem ideia do que é o universo das escolas, dos alunos, dos professores , nem da educação artística.  Enfim uns ‘artolas’    que nem sequer entendem a biopolítica do discurso educativo do governo situado em competências em objectivos individuais , na competição,  na obediência às normas estipuladas , que regulam ética e politicamente a sociedade.

Mas parece-me que podemos mudar as coisas, por isso trabalho há tantos anos nesta coisa do portefólio , porque através dele os professores podem fazer s suas historias de vida, reflectir sobre as suas origens, o que os motivou para serem professores, as memórias chave que definem as suas praticas e ideologias. Podem buscar os textos oficiais, os textos normativos do ME, da Escola, os documentos do grupo , as suas  experiências de aprendizagem com os alunos , conectar todas esses dados, tentar entender as suas contradições, tentar perceber o que a sociedade, o estado, a escola, os pais, os alunos  querem deles, o que eles querem fazer, porque , como , onde , quando, para quê?

Enfim o professor pode começa a pensar nas inúmeras respostas  às grandes perguntas: Quem Sou? Donde Venho? Para onde Vou?

E contar as suas histórias do ponto de vista reflexivo, auto-analisando-se . Compartilhar essas histórias com os outros, connosco  pelo menos dentro deste grupo que criámos agora na APECV  ( http://portefolio.ning.com/)   e criar uma verdadeira cultura da avaliação profissional entre pares , baseada em vivências únicas

TRACES: Sustainable Art Education

Dear Colleague,
The InSEA (International Society of Education through Art) European Congress 2010 will offer you an artistically and intellectually inspiring meeting in a fascinating context. The main purpose of the InSEA Society is the encouragement and advancement of creative education through art and crafts in all countries and the promotion of international understanding. Focusing on vital present and future issues and challenges of art education, the scientific and artistic programme of the congress is designed to improve dialogue from diverse perspectives and to offer a platform for generating new visions and methods for the research and practice of art education at all levels and sectors.

The major theme of the congress is TRACES: Sustainable Art Education

Deadline for abstracts: 30 January 2010
Congress Dates: 21-24 June 2010
Venue: University of Lapland, Rovaniemi, Finland

Please forward this message to any colleagues whom you feel would be interested in the congress.

For all congress details, please visit the following link: www.ulapland.fi/insea2010 <http://www.ulapland.fi/insea2010>

We look forward to seeing you in Rovaniemi next June!