Expectativas fustradas da educação no ínicio do século vinte e um
Na primeira década do século vinte e um surgiram em Inglaterra vários estudos sobre a escola como centro de excelência onde a aprendizagem em rede e modelos de educação baseados nos alunos e na comunidade tinham lugares preponderantes , por exemplo David Hopkins , num seminário1 em 2003 referenciava tais factores como cruciais para uma escola de excelência no relatório do grupo de trabalho da reforma educativa 14-19 . Nesse relatório procurava-se um sistema educativo que via as crianças como seres sociais com necessidades individuais, sociais, culturais e de consumo que se estendem para além das aulas, dentro da família e da comunidade. Mas apesar dos estudos realizados e das teorias que se foram elaborando ao longo das últimas décadas do século vinte e da primeira década do século vinte e um sobre a necessidade de repensar os modelos educativos os valores da escola pouco mudaram. Dentro desses valores está a primazia dos números e das letras. O conhecimento julgado necessário ao pleno desenvolvimento das crianças e dos jovens resume-se normalmente à a aquisição de conhecimentos objectivos e funcionais . E são esses saberes e essas competências que são priviliviadas e certificadas pelo sistema.
No Conselho Europeu de Lisboa, em Março de 2000, a União Europeia fixou o objectivo estratégico de constituir, até 2010, a economia baseada no conhecimento mais dinâmica e competitiva do mundo, capaz de garantir um crescimento económico sustentável, com mais e melhores empregos e com maior coesão social apostando fortemente na educação . Segundo dados da agencia Europeia Euridyce2 de 2002, as leis de base dos sistemas educativos Europeus procuravam oferecer muito mais do que instrução , fomentando competências chave procurando integrar o impacto das novas tecnologias da educação na sociedade englobando várias áreas interdisciplinares e competências relacionais. Em 2006 um grupo de trabalho do parlamento europeu (2006/962/CE) lista as competencias essenciais recomendadas para atingir os fins propostos pela União Europeia no tratado de Lisboa,. As competências são definidas como uma combinação de conhecimentos, aptidões e atitudes adequadas ao contexto. Segundo o documento as competências essenciais são aquelas que são necessárias a todas as pessoas para a realização e o desenvolvimento pessoais, para exercerem uma cidadania activa, para a inclusão social e para o emprego. Descrevem-se campos específicos de áreas do de saber nas três primeiras competências e deixa-se em aberto um outro campo não específico de capacidades transversais supostamente para desenvolvimento da pessoa. Os básicos da aprendizagem sendo definidos sobretudo em termos de numeracia; literacia e literacia digital e competências básicas em ciências e tecnologia . As competências a seguir listadas parecem ter sido adicionadas para integrar áreas interdisciplinares e competências relacionais. sendo suficientemente ambíguas para poderem englobar tudo o resto. Este documento1 poderia ser desafiador se o curriculo pudesse ser operacionalizado em termos de educação transdisciplinar sendo coerente com essa leitura o quadro de referencia enunciado no documento que integrava capacidades que podem ser grandemente desenvolvidas através das artes e das humanidades como : pensamento crítico, criatividade, espírito de iniciativa, resolução de problemas, avaliação de riscos, tomada de decisões e gestão construtiva dos sentimentos2.
Na verdade, esta listagem de competências e capacidades a desenvolver acabou por ter pouco impacto nas escolas Europeias. No entanto, em 2009 surgiu o Ano Europeu da Criatividade1 e da Inovação. Na mira dessa medida de incentivo político estavam mudanças de praticas e de mentalidades de modo a serem criados ambientes favoráveis à inovação e à adaptabi lidade num mundo em rápida mutação.
1DECISÃO N. 1350/2008/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 16 de Dezembro de 2008
1L 394/14 , Jornal Oficial da União Europeia , 30.12.2006
2http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=CELEX:32006H0962:EN:NOT
1Hopkins, David (2003). GTC Seminar, 20-11-2003. Department for education and skills: Raising Standards.
2Eurydice ( 2002) Key competencies. A developing concept in general compulsory education.. Acesso em 9/12/2011: http://www.eurydice.org.
Enviado: Diciembre 29th, 2011 dentro de educação.
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